Por Carolina Fonseca:
@CarollFonsecaa
“Juninho PERNAMBUCANO, que começou sua carreira no Sport Club do Recife e em 1994 surgia como grande promessa do futebol brasileiro, saiu daqui para o Vasco.
Ontem, quarta-feira, 8 de agosto de 2012, voltou à Ilha do Retiro, novamente como atleta do clube carioca e mais uma vez como adversário do Leão.
A grande polêmica da noite foi Juninho ter comemorado o gol que fez (gol de bola parada, cuja jogada é a marca registrada do meio-campo) mandando “beijinho” na direção da torcida do Sport.
Opa! Mas ele estava saudando sua família que estava daquele lado. Infelizmente não foi interpretado assim pela torcida do Leão. A ação de Juninho gerou uma reação da torcida: vaias. Muitas vaias para o grande Juninho Pernambucano, que saiu daqui.
Nos comentários pós-jogo, o atleta falou que “torcedor tem memória curta”. Não, meu caro! Torcedor não tem memória curta! Muito pelo contrário: tem torcedor que se recorda até de detalhes relevantes. E é por isso que Juninho foi vaiado.
Quem estava naquela arquibancada e encarou de frente a comemoração se sentiu ofendido, pois, para o azar do jogador, soou como deboche para o torcedor — que muitas vezes se orgulhou do fato do grande Juninho Pernambucano ter saído daqui.
Teve gente que disse: “Ah! Mas é o Vasco que paga o salário dele, fez TUDO pela carreira dele e ele tem que comemorar mesmo”. Que comemore! Mas pense bem antes de atingir o torcedor do Sport, que também se sente participante do seu sucesso.
Essa situação nos faz concluir que quem na verdade tem memória curta é jogador. Que o futebol só conta com sentimento por parte do torcedor e que mais do que nunca o dinheiro move tudo.
Da próxima vez, seria mais inteligente acomodar sua família do mesmo lado para o qual você joga, Reizinho.”
Carolina Fonseca é sócia e torcedora do Sport Club do Recife.
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