O Governador Eduardo Campos está dando um veradeiro show na condução na discussão do assunto pré-sal e a distribuição da riqueza gerada pela exploração do petróleo.
Na última sexta-feira, o presidente do Sport, Sílvio Guimarães, parabenizou o Governador pelo seu posicionamento nas discussões do pré-sal e pediu apoio político para evitar que o Sport volte a ser prejudicado pelas arbitragens. O Governador agradeceu as palavras e reinterou sua defesa não só do futebol pernambucano como também de todos os assuntos relacionados ao nosso estado.
O pré-sal do futebol, que são as cotas de televisionamento, existe há mais de 20 anos, desde a criação da famigerada Copa União. Os clubes ricos, cada vez mais ricos, os pobres, cada vez mais pobres.
“Não devemos fazer um debate de paixões, mas de razões, de bom senso. O pré-sal é do Brasil, os impactos positivos do pré-sal e da renda pública que podem vir dele também devem ser do Brasil. Devemos buscar o entendimento, podemos até diferenciar e aqueles que estão próximos da produção terem um pouco mais, como compensação, mas é inaceitável que se exclua o restante do Brasil. Não é tempo nem do debate do velho regionalismo, nem do velho centrismo e da velha exclusão. É tempo de construir um novo paradigma e um novo pacto federativo, onde é inaceitável a exclusão de 24 Estados e de mais de 5 mil municípios“, disse o Govenador Eduardo Campos.
O futebol um produto nacional consumido, internamente e externamento, em grande escala. Assim como querem fazer com o pré-sal, 24 estados participam desta velha exclusão do futebol. Até hoje não consigo entender se alguns times como Flamengo e Corinthians são grandes por terem o apoio da mídia ou têm o apoio da mídia porque são grandes.
Quanto ao futebol, podemos até diferenciar e aqueles que têm um mercado consumidor maior, como compensação, mas é inaceitável que se exclua o restante do Brasil. Não existe uma distrubição da riqueza, aumentando cada vez mais a disparidade entre os clubes.
O pior que nossos clubes não podem nem reclamar muito. Para ratificar isso, bastar olharmos para os nosso umbigos. O mesmo tratamente que Sport, Náutico e Santa Cruz recebem nacionalmente, dão aos clubes intermediários. Atuamente o Náutico faz uma campanha para recolher assinaturas defendendo sua entrada no Clube dos 13 e uma divisão mais igualitária da cota da TV.
Por que o Náutico não começa esta campanha defendendo uma cota mais igualitária Campeonato Pernambucano? Aceitaria receber uma cota igual ao Bode do Araripe?
Aproveitando novamente as palavras do nosso Governador: não é tempo nem do debate do velho regionalismo, nem do velho centrismo e da velha exclusão. É tempo de construir um novo paradigma e um novo pacto federativo.
A necessidade de divisão mais igualitária de TODAS cotas do futebol brasileiro, nacionais ou estaduais, vai muito mais além da questão “conquista de títulos” e “contrataçõs”. Uma distribuição igualitária das rendas originadas do futebol terá um impacto econômico e social muito maior do que a conquista de qualquer título mundial.
Um futebol brasileiro bem distribuído geograficamente e financeiramente possibilitará um aumento significativo da indústria, do mercado, do produto futebol. Aumentará o consumo, criará empregos diretos e indiretos, turismo interno, oportunidades de lazer e recreação, exportação de atletas e redução da violência.