Péricles

Por falaleonino 09/09/2009 2 COMENTÁRIOS

Péricles foi um estratego e político grego, um dos principais líderes democráticos de Atenas e a maior personalidade política do século V a.C. Viveu durante a Era de Ouro de Atenas, e sua presença foi tão marcante que o período compreendido entre o final das Guerras Médicas (448 a.C.) e sua morte (429 a.C.) é chamado o Século de Péricles.

Péricles (banjo e vocal) também é um dos integrantes do grupo musical “Exaltasamba”, que nasceu na cidade de São Bernardo do Campo, e tornou-se um ícone dos grupos de pagode do Brasil.

Mas é no Sport Club do Recife que se espera que Péricles faça história.

Após a partida contra o Palmeiras na libertadores, e apesar do resultado negativo, a torcida rubro-negra deixou o estádio orgulhosa do desempenho do time, com a confiança de que o Sport entrava em uma nova Era. O futuro era só grandeza para o leão da ilha.

E foi aí que o destino pregou uma peça nos rubro-negros.

Aliás, quem pregou a peça foi o Allan Kardec, através do gol espírita de Pedrão logo na estréia, em plena Ilha do Retiro.

Apesar das negativas, a crise começava a dar as caras na Praça da Bandeira.

Ela veio e levou Nelsinho Batista. Foi o fim de um era e o início de um sufoco, com ou sem farinha no ventilador.

Também resultou na fuga de um careca, que até a camisa 10 levou! (onde ela está?)

Vieram Émerson Leão, o erro de arbitragem e a incompetência, que estiveram conosco por 10 rodadas, ladeira abaixo, até que Marcelo Ramos chegou!(?) Ou não!

Marcelo não veio, mas Leão se foi, levando consigo um acordo milionário e o resto de uma coragem que mal sobrava ao time.

Coragem essa que faltou a Levir Gomes, quando recuou escalou o time por três rodadas. O fracasso comando do interino culminou numa vexatória goleada para o cambaleante Fluminense.

O dia era noite na Ilha do Retiro. O Sport precisava de alguém que o tirasse da escuridão, que só era iluminada pela lanterna que o time carregava.

Só que quando anoitece por aqui, está amanhecendo no Japão. Então nossos dirigentes contrataram Péricles.

Mas a viagem da terra do judô para a terra do futebol é longa e Péricles chegou na capital rubro-negra ainda dormindo.

Dormiu contra o Inter e o sono estava tão bom que levou o já abatido time a cochilar ainda mais.

César e Andrade dormiram no ponto contra o Barueri. Moacir deu uma “pescada” na frente de Júnior César no jogo contra o São Paulo e o Sport levava mais uma lapada.

Foi aí que Péricles acordou. Da terra dos samurais mostrou ao elenco “A Arte da Guerra” e o “Bushido”. Tentou trazer Nakata, Ryu e até Oliver Tsubasa, mas no fim trouxe Zé Toinho, Isael, Paulinho, Pimenta e o gigante Lincom.

Tinha jogador que ainda estava dormindo e pra não atrapalhá-los, Péricles colocou pra cochilar no banco os sonolentos César, Fumagalli e Sandro Goiano. E assim, sob o comando de Péricles, o time acordou.

Veio o Vitória e aí quem dormiu foi Gléguer, que foi buscar no fundo das redes os gols de Andrade e Fabiano (sempre ele).

Fomos para Minas enfrentar o Atlético, que escapou por pouco (Wilson) da fúria de Péricles. O empate ficou de bom tamanho para o galo.

O Botafogo só durou 7 minutos, em que pese (Alow Sílvio!) as fortes emoções.

Agora Péricles tem pela frente duas batalhas fora do Recife (Flamengo e Atlético-PR).

Resta uma pergunta: Até onde irá Péricles?

Caso consiga 8 vitórias ele supera os seus xarás do início do texto e entra para a história. Pelo menos para a nação rubro-negra.

Falou o Leonino: André Bruto

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