Em 2004, o Sport lançou um edital para contratação de uma empresa para construir o site oficial do clube – durante o período de licença do presidente Severino Otávio.

Uma empresa desconhecida do ramo, que tinha ligação com duas ou três pessoas do Sport, fez um site do Sport, em off, e caiu na besteira de registrar domínio e publicar a versão beta na internet.

Vasculhando a internet, descobrimos o site. O site era tão fraco, que esta empresa vendia sites pré-moldados e os clientes, através de um link padrão, tinha acesso à gerência dos sites dos clientes. Era só mudar o domínio e permanecer com o resto da estrutura do link.

Com acesso total ao site, que era “protegido” por login e senha, para a nossa surpresa, o edital “apenas” pedia tudo que esse site tinha, como também os pré-requisitos para participar da concorrência eram iguais ao da referida empresa.

Foi a maior “coincidência” do mundo.

Como também nunca vi uma empresa construir a obra antes da adjudicação do vencedor.

A seleção iria ocorrer antes do retorno da licença do presidente, porém, como o time não vivia um bom momento, o presidente decidiu retornar antes da data.

Quando relatamos tudo ao presidente Severino Otávio, que é Conselheiro do Tribunal de Contas, ele cancelou o procedimento licitatório.

Certíssimo.

A SportNet não pleiteava concorrer, defendia que o site fosse entregue nas mãos de alguma das principais empresas pernambucanas de website.

Pouco tempo depois, a SportNet foi convidada para ser o Site Oficial do Sport Club do Recife. Agradecemos, ficamos gratos, porém rejeitamos o convite.

Nosso papel é, sempre foi e sempre será: ser torcedor, ser torcida.

Deixo claro que os responsáveis pelo Edital, os amigos da empresa e a própria empresa não cometeram irregularidade. O clube não tem obrigação de fazer nada por licitação, não é regido pela lei 8.666, ou seja, pode contratar direto, quem e como bem entender.

Até hoje não entendi uma coisa. Por que edital de licitação para uma entidade privada?

Talvez um edital seria uma forma “democrática” e transparente para contratar uma empresa (pé de escada), respeitando os princípios da isonomia e impessoalidade.

Felipe Gomes no Twitter
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